É D2C que chama!


Elas fizeram sucesso vendendo de tudo, de roupas a colchões, passando por malas, aparelho de barbear, até mesmo vinho. Não, não estamos falando da Amazon, mas das marcas “direct-to-consumer” ou D2C. E, não se enganem, esse movimento tem absolutamente tudo a ver com a expansão do Mobile e da análise de dados para entender o público. 

D2C is…


Colocando em bom português, “D2C” é um nome mais bonito dado para a maneira mais antiga que conhecemos de se fazer comércio: aquele que faz o produto, vende diretamente para o consumidor, sem passar por uma loja. Acrescente um ambiente digital e escala nessa definição e, pronto, você tem o negócio D2C. E bota escala nisso. Nos Estados Unidos, firmas de Venture Capital investiram mais de US$ 4 bilhões em marcas que seguem esse modelo de negócio desde 2012, mais de US$ 1 bilhão foi só no ano passado. Nos últimos meses, quatro se tornaram unicórnios, e uma, a Harry’s, foi comprada pela Wilkinson Sord por US$ 1,4 bilhão.  



Barba, Cabelo e Bigode


E é a Harry’s um dos melhores exemplos de como uma D2C opera – e de como o alcance do Mobile é essencial para o ganho exponencial desse modelo. Criada em 2013, a startup vende aparelho e lâmina de barbear. Simples assim. Só que não tãão simples, já que, junto do produto, eles oferecem um serviço: o usuário recebe as lâminas descartáveis em casa – e organiza esse plano por meio de um aplicativo. Outro exemplo de um unicórnio recente? A Casper – empresa que vende colchões personalizados. Agora um brasileiro: a Amaro. A ideia das marcas D2C é exatamente essa: manter o foco em um único setor e, se possível, em um único produto.

Segundo o eMarketer, é justo esse foco que dá o valor às marcas, já que elas conseguem entregar experiências melhores e resolver problemas específicos. É o caso da Away, outra que se tornou unicórnio há alguns meses e, de todas, foi a que foi mais rápida a chegar nesse status, devemos acrescentar. A empresa vende malas de viagem duráveis e completamente customizáveis – inclusive no tamanho. 

Personalization is key, data is the door

O uso de dados por parte das D2C tem sido visto pelo mercado como um todo como uma escola. Afinal, com produtos tão específicos e hipersegmentados, a personalização tanto da audiência, quanto da própria produção, é chave para o setor. A Function of Beauty, por exemplo, utiliza algoritmos para entender quais tipos de shampoo e condicionador são melhores para os usuários – a empresa já vendeu mais de 1 milhão de produtos só no ano passado. Existe outro ponto: porque as D2C têm controle de todos os pontos de contato com o usuário final, elas conseguem captar dados detalhados sobre o comportamento de seus usuários e utilizá-los de maneira inteligente em todo o ciclo. Ao ter O clube de assinaturas de vinhos, Winc, por exemplo, utiliza segmentação da base não só para combinar as bebidas certas com os usuários, mas também para criar novos vinhos – só no ano passado, eles lançaram 100 vinhos únicos baseados nos gostos dos usuários.  


A mistura de produto bom e audiência qualificada dá resultado. De acordo com estudo do IAB, 71% dos usuários de marcas “disruptivas” afirmam que costumam compartilhar elogios e indicações aos produtos online. Nessa mesma pesquisa, o IAB mostra que 48% dos consumidores norte-americanos já compraram em uma D2C no último ano. Ah, outro detalhe: 61% dos compradores de D2C são mais propensos a usar aplicativos.


Streaming vs TV

No começo, as redes sociais, de fato, deram um boost para o D2C decolar (tanto que, por muito tempo, foi usado o termo “F2C” para falar sobre esses produtos), uma vez que abriam espaço para uma conversa mais direta. No momento, o meio não tem sido o bastante. De acordo com o eMarketer, em 2018, tais marcas gastaram US$ 2 bilhões em anúncios para televisão. Sim, televisão clássica. Mas isso não deve continuar por muito tempo, isso porque os serviços de streaming estão de olho nessa fatia de mercado. O Hulu, por exemplo, abriu uma ferramenta apenas para marcas D2C. E faz todo sentido: a possibilidade de segmentação de audiência do streaming casa como uma luva com as D2C


E você com isso?!

Focar na conversa direta e contextualizada com o usuário. utilizar dados para entender o comportamento da audiência, oferecer um produto ou serviço que pode mudar o hábito de quem compra, tudo isso não é apenas um benefício das D2C, são estratégias que estão ao alcance de qualquer setor, é só ter a visão. 

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