Adote uma Startup




O Brasil é hoje um país com 8,1 milhões de MEI (microempreendedores individuais) e cerca de 12,7 mil startups segundo a Associação Brasileira de Startups.


Dados esses que só cresceram nos últimos tempos fomentados por uma cultura empreendedora muito forte por aqui. Porém, o sonho de muitos, assim como suas economias e a possibilidade de tracionar seus negócios está em cheque, e sem muita margem de manobra.


Em cenários normais, o índice de mortalidade de startups já é de cerca de 25% no primeiro ano, segundo a Fundação Dom Cabral.  No cenário atual, esse índice tende a ser 2 ou 3 vezes maior. Sim, dependendo do tempo que durar essa crise, podemos estar não apenas matando diversos pequenos negócios como também uma cultura empreendedora e capacidade de inovação, algo que será muito importante na retomada da economia após passarmos por esse período de crise global.


Mas então, como tentar ajudar a diminuir o impacto?


Que tal adotar uma Startup? Sim, a crise está impactando  todas as empresas. Porém algumas terão um ano ruim, com entregas abaixo da meta, , mas outras podem simplesmente deixar de existir dentro de seis ou, até mesmo, três meses, dependendo do cenário.


Clique aqui para participar!




Muitas das startups ainda são pequenas e o caixa necessário para "sobreviver a esse longo inverno", que pode ser a diferença entre continuar existindo ou morrer no caminho, é muitas vezes pequeno para grandes empresas, que podem pensar em formas criativas de viabilizar uma adoção.


Não estamos falando aqui de M&A, Seed Money, Venture Capital ou qualquer outro tipo de investimento para acelerar essas empresas, estamos falando de formas mais criativas como parcerias, financiamentos de infraestrutura ou até cooperação em troca de serviços para manter as operações girando, e por consequência manter também os empregos de colaboradores que estão apostando nessa jornada. Em algum ponto, a ação poderá trazer impacto futuro para aqueles que adotarem alguma startup, mas, num primeiro momento, tem como objetivo garantir que muitas companhias inovadoras continuem com a luz acesa, nem que seja num quartinho de casa.


Os exemplos de parcerias de sucesso entre grandes empresas e startups são muitos, tanto que muitas apostam nas aceleradoras internas, nos hackatons e nos desafios para resolver problemas específicos. Está na hora de reforçar esses laços e de pensar em maneiras criativas de investimento, que acabe num ganha-ganha. Existem diversas formas jurídicas de permitir que isso seja feito de forma rápida e fácil com a possibilidade de uma estruturação mais elaborada após entender os reais resultados.


"O case do Neon com banco BV foi um belo exemplo dessa conexão de grande empresa com startup, aonde cada lado aproveita o KnowHow do outro pra desenvolverem algo em conjunto mas também fortalecendo os seus próprios negócios com a experiência adquirida através da conexão”, afirmou Amauri Zerillo Jr,, ex- Head of BV Lab, laboratório de Inovação do BV.


A XP Investimentos, por exemplo, criou um caminho de parceria com a Infomoney, o que permitiu conteúdo de qualidade para o portal jornalístico e também trouxe clientes para a corretora aberta.

Em entrevista exclusiva ao Morse, Fernando Vasconcellos, CMO da XP até 2019, comenta sobre a importância da aquisição do Infomoney, portal de conteúdo sobre finanças "O conhecimento, independência, leveza e agilidade da Infomoney permitiu à XP inovar em novas formas de captação de clientes. Testando novas abordagens como cursos à distância, que dificilmente teríamos avançado tão rapidamente num esforço interno".


Outro exemplo, dentro do mundo das startups, está no James Delivery e o GPA. A startup de entregas foi comprada pelo grupo de mercados, mas seguiu operando independente - inclusive num espaço diferente do GPA (como o head de inovação da empresa, Otávio Thomé contou para a gente aqui). Em questão de meses, o James Delivery já respondia por 40% das vendas online do GPA. Ou seja: um ganha-ganha.


Esse é um movimento que não está relacionado apenas às empresas de tecnologia, lógico, já que qualquer pequeno e micro negócio poderia ser adotado por grandes empresas. E então, fica aqui a dica para todo o mundo dos empreendedores, independente do segmento ou atuação. Porém, como tech é o nosso tema dominante no Morse - e da nossa audiência também - queremos aqui abrir um espaço para levantar esse debate e por que não, criar essas oportunidades num matchmaking do #AdoteUmaStartup.


Se você quer participar dessa rede de apoio ou ser apoiado, clique aqui.


Movimentos como esse, seja o nosso ou qualquer outro, serão fundamentais para mantermos o Brasil crescendo em empreendedorismo e inovação, depois dessa turbulência.

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