As definições de tela foram atualizadas


Se você perguntasse a um anunciante cinco anos atrás sobre o futuro da mídia OOH (sigla para out of home), ele provavelmente diria que ela estava fadada a perder quase toda a relevância. Com seus pôsteres de papel colocados em outdoors ou próximos a pontos de ônibus, o formato se mostrava cada vez menos sexy quando comparado com as novas opções de digital ads, que proporcionavam às empresas informações muito mais ricas sobre seu público.  Foi por pouco, mas a galera do fora de casa soube, como muito bem cantou Beth Carvalho, levantar, sacudir a poeira e dar a volta por cima.

It’s a new day, it’s a new life


A vida de quem trabalha na área virou de ponta cabeça quando recursos tecnológicos, como câmeras, sensores e softwares de inteligência, passaram a integrar esse formato. Nos Estados Unidos, mais de 50% de todas as compras de anúncios out-of-home agora são digitais, movimentando cerca de USD 7,4 bilhões, três por cento a mais do que em 2017. E o embalo parece continuar: o segundo trimestre de 2018 foi o que apresentou crescimento mais forte em quatro anos, diz o relatório, impulsionado por um salto de 15% só para a OOH digital.

Ganhando o mundo


Para Barry Frey, presidente e CEO da Digital Place Based Advertising Association, uma organização especializada em mídia OOH (out-of-home) digital, o sucesso desse formato acontece por conta do alto nível de atenção que ele recebe dos usuários.“A mídia dentro de casa é, no mínimo, fragmentada. Como sociedade, estamos passando mais tempo fora de de casa do que nunca. Não precisamos estar no nosso lar para consumir conteúdo ou verificar e-mails ou ligações.”.

A tela é tech


Ter painéis que proporcionem experiências realmente imersivas também fez toda a diferença para o momento hypado do OOH. Um exemplo que mostra o potencial desse formato foi uma ação feita pela New Balance no Soho, em Nova York. A equipe da marca passou semanas gravando pelas ruas da cidade pessoas com as mais diferentes roupas, classificando depois quais looks eram casuais e quais se destacavam na multidão. Depois, inseriram todos os dados num software de inteligência artificial e colocaram o sistema num painel espalhado numa rua do local.  Resultado: quando o sistema identificava que a roupa da pessoa era mais modernosa, a foto dela aparecia no painel com a etiqueta escrita “Exception Spotted”. Olha aqui uma imagem:


New challenges on the way


Ainda que na moda, a out of home ainda apresenta alguns desafios para crescer. O primeiro é conseguir espaço nobre na divulgação, já que os principais pontos estão ocupados por empresas que não necessariamente tenham aderido ao OOH mais digital. O segundo é escalar, já que esse tipo de publicidade ainda está disponível apenas em regiões mais nobres/estratégicas das cidades. Mas o mercado está empolgado. Também pudera: todo o mundo adora uma reviravolta.

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