Bitizenship: civic data collaboration



É estimado que 90% dos dados do mundo foram gerados nos últimos dois anos. Nem empresas, nem governos podem mais fugir de aprender a usar tais números de forma a criar insights, fazer planos de ação de maneira rápida, personalizada e eficiente. Algumas iniciativas mostram que a saída pode ser a colaboração entre esses segmentos

Humanidados

Para as pessoas, o compartilhamento de dados pode ser vital em momentos de desastres naturais imprevisíveis e devastadores. Durante o grande incêndio que atingiu a Califórnia em novembro do ano passado, por exemplo, o mapeamento em tempo real, que usou até mesmo imagens de satélites e os dados de localização dos celulares, foi essencial para avisar moradores que poderiam ser afetados pelas chamas. O que os deu tempo para evacuar as áreas de risco.  

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Essas parcerias entre público e privado saem do modelo conhecido, porque criam “coletivos de dados” – ambientes de pesquisa com membros de ambos segmentos e informações compartilhadas. A ideia é, de um lado, os governos podem acrescentar informações em tempo real aos seus dados mais legados; e, de outro, as empresas ganham insights interessantes sobre a cidade ou países que atuam.

Outro caminho das companhias é deixar alguns dos dados abertos para governos e universidadescomo a MasterCard, que libera informações de regiões específicas para alavancar as pesquisas em torno da inclusão financeira.  Os relatórios ajudam a criação de políticas públicas para alavancar a economia digital – e a empresa ganha em potenciais clientes. 



Dados quentinhos



Um exemplo mais prático de como mobile, big data e a colaboração podem melhorar a vida dos cidadãos vem da Suécia. Desde dezembro, 53 painéis digitais (ou “OOH digital”, como a gente conhece) foram espalhados por Estocolmo. Neles, há indicações de onde estão os abrigos para sem-teto mais próximos, e também informações sobre quais objetos faltam para serem doados nesses locais. 

A Clear Channel se juntou com a prefeitura de capital sueca e algumas ONGs para as propagandas com intuito de prevenir que pessoas sem-teto sofram com o inverno do país  (que tem temperaturas abaixo dos 10 graus negativos). A interação já proporcionou alta na entrada de pessoas nesses abrigos nas noites mais frias. E ainda aumentou o número de doações também. 

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