Cidades em high definition

Daí que um professor do MIT usou big data para ver as cidades em “high definition”. Esteban Moro diz que o uso de dados e geolocalização é útil para, por exemplo,encontrar as regiões com maior segregação — e entender como isso afeta os negócios da vizinhança.


“Sem a ciência de dados, precisaríamos de mais de dez anos, usando métodos de pesquisa, para chegar às mesmas conclusões”, disse.


Explodindo bolhas


Um exemplo que ele dá é a respeito dos restaurantes, bares e locais públicos espalhados por Nova York. Dependendo da tipologia desses estabelecimentos é possível determinar o nível de segregação de cada local. Moro diz que seus estudos mostraram que áreas com restaurantes asiáticos ou bares de tapas apresentaram maiores níveis de integração e assimilação entre a população. Isso porque são estabelecimentos que nasceram promovendo culturas diferentes, mas que já foram abraçadas pelos nova-iorquinos. Já os restaurantes caribenhos ou latino americanos ainda têm caminho a percorrer. O nível de segregação na região em volta deles é maior.


Falta equilíbrio no uso espacial


O físico espanhol disse que o objetivo da sua pesquisa é analisar a capacidade de uma cidade de assimilar os seus vizinhos, observando essas áreas em alta resolução, ampliando suas ruas com uma precisão de apenas 20 metros.


Graças à ciência de dados, podemos entender melhor uma dinâmica local e examinar como os moradores utilizam esses espaços de acordo com seu estilo de vida. Se é verdade que a cidade ideal deve manter um equilíbrio espacial e social mínimo, a realidade ainda não confirma essa tese.

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