Com dinheiros, mas sem rumo



A Verizon jogou a toalha. Após três anos de tentativas (e investimentos), a telco anunciou o fechamento da Go90, sua plataforma de vídeo mobile. E a despedida acontece logo menos, no dia 31 de julho.

Saiu na frente

Lá pelos anos de 2014, a companhia nova-iorquina entendeu que o consumo de vídeos dos millennials era totalmente diferente do que o das gerações passadas e, por isso, queria estar na vanguarda dessa nova indústria do entretenimento. E não mediu esforços para isso: segundo fontes, a Verizon gastou mais de USD 1 bilhão em infraestrutura técnica e parcerias com emissores de TVs e influenciadores. Tudo para produzir e entregar conteúdo premium aos seus usuários.

Mas cadê gente?

É isso mesmo: quase ninguém acessava o Go90. O serviço até virou piada porque os views dos conteúdos publicados por lá mal batia a casa dos milhares. O que se especula é que o “Go” nunca conseguiu oferecer uma solução que o diferenciasse do mercado, como Twitch e Hulu. Outro ponto é que, mesmo oferecendo produções mais sofisticadas, não havia uma definição clara do público-alvo que o produto queria atingir. 

Partindo para outra

A Verizon tentou bastante fazer o negócio decolar: até consultoria do YouTube ela contratou. Mas não teve jeito e a empresa achou melhor baixar as portas para não perder mais dinheiro. Nem tudo será perdido: o conglomerado planeja utilizar a estrutura já criada para melhorar as produções internas. O time envolvido na criação do Go90 ainda acredita que existe espaço no mercado para uma plataforma que ofereça uma proposta totalmente diferente das atuais. Mas já entendeu que não será a sua.

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