Dados contra o Coronavírus


Se você espiou os noticiários - qualquer jornal, ou revista ou até mesmo grupos de WhatsApp - nesta semana, o nome “coronavírus” provavelmente não é novidade. Ontem mesmo, a OMS decretou emergência de saúde pública global! Em meio a dados de pessoas infectadas, números de casos suspeitos e discussões sobre quais os próximos passos para o vírus não se transformar numa pandemia global, é difícil não se sentir impotente. Mas, tenham calma, que o MORSE está aqui para falar o que o mundo tech está fazendo e o que ainda pode fazer para combater a epidemia (spoiler alert: é mais do que você imagina)!


BAT ao ataque


Quando a gente pensa como “pessoa física”, um app não pode ajudar tanto a nossa saúde caso fiquemos doentes, certo?! Bem, quando a gente leva a discussão para as agências governamentais, a resposta é outra. Com dados de geolocalização, informações sobre movimentação em massa e insights sobre o comportamento populacional, os maiores apps conseguem ajudar os governos a criarem um verdadeiro mapa do Coronavírus. E, bem, é exatamente isso que as gigantes chinesas estão fazendo nesse exato momento! A Baidu está compartilhando dados de pesquisa com o governo para rastrear casos suspeitos e para mapear o fluxo de infectados. Eles também criaram um mapa interativo para que a população saiba quando evitar espaços lotados. Já a Tencent lançou um mapa de hospitais e ambulatórios próximos aos usuários do WeChat, bem como abriu um canal de mensagens diretamente com as “prefeituras” locais para que pessoas possam avisar se estão tendo algum sintoma do vírus.   Em Cingapura, empresas de ride railing estão fornecendo mapeamento de passageiros para tentar ajudar o governo a entender quem vai ou não a hospitais. Já a Alibaba...


Learn fo Flu


A companhia de Jack Ma, como gigante que é, não só compartilhou dados, como também a sua capacidade de analisá-los. Ah, sim, porque não adianta ter dados se a capacidade de os entender não for tão refinada. A Alibaba disponibilizou sua plataforma de AI para que instituições globais e internas consigam analisar informações sobre o vírus para acelerar o desenvolvimento de vacinas contra ele. Além disso, eles ainda se uniram ao Global Health Discovery Institute, que fica em Pequim, para desenvolver uma plataforma de código aberto para os dados sobre o Coronavírus. Já o Baidu informou que desenvolveu um sistema de AI que é capaz de diminuir o tempo para analisar o vírus de uma hora para menos de meio minuto. Falando em AI, a startup Metabiota tem usado Big Data, AI e o processamento de linguagem-natural (a mesma tecnologia usada pelo Google Tradutor, inclusive) para avaliar quais áreas de cidades estão mais propensas a ter o coronavírus, já que eles cruzam dados de mídias sociais, plataformas online e de relatórios de hospitais. 


Learn to Fly


Monitorar e tratar são necessidades do presente, mas para evitar que o Coronavírus chegue a mais espaços, os Governos precisam saber projetar para onde o vírus pode estar indo. Para isso, não é surpresa que a AI seja primordial. O BlueDot, um algoritmo criado por uma startup canadense, é um exemplo. Enquanto a OMS soltou o alerta de que uma nova doença de pulmão estava se espalhando na cidade chinesa Wuhan em 9 de janeiro, o BlueDot já tinha dado esse alerta em 31 de dezembro. Lembrando que, em casos de epidemia: 9 dias fazem toda diferença! Como o programa opera? Cruzando dados de relatórios - como o Metabiota - e informações de passagens aéreas! Sim, passagens aéreas. Segundo o  CEO da canadense, Kamran Khan, dados de redes sociais são “muito bagunçados”. Ao interpretar as informações das viagens aéreas, eles conseguem prever com precisão para onde o vírus vai - e que países ele pode afetar. Lá no começo de janeiro, inclusive, eles acertaram ao dizer que o Coronavírus pularia de Wuhan para Bangkok, Seul, Taipei e Tóquio.  O sistema da BlueDot, que, sim, já está sendo usado por alguns governos pelo mundo, consegue também cruzar com dados de clima e temperatura do local – um fator nada desprezível quando lembramos que vírus modificados de gripe tem uma sazonalidade ligada às estações do ano.

Celulares ainda vão te salvar


Como não é todo mundo que anda de avião, existe uma outra forma ainda mais eficiente de entender o fluxo de pessoas: o celular! Pesquisadores do MIT indicaram que as informações de GPS do celular de cidadãos são um dos melhores termômetros para entender como uma doença se espalha dentro de uma cidade, principalmente de bairro a bairro. Essa visão quase microscópica é crucial para que Governos consigam agir com a rapidez necessária para separar áreas de risco.  

Além dos dados, o smartphone ainda pode trazer um pouco mais de flexibilidade aos pacientes e diminuem os pontos contágio com profissionais de saúde. Na China mesmo, o WeChat abriu oportunidade de pessoas se consultarem com médicos via videoconferência e a Meituan, companhia de venda de ingressos e de delivery, abriu a possibilidade de entrega de comida “sem contato”, ou seja, o entregador deixa a encomenda na porta da pessoa, como o pagamento já é feito via Mobile, eles não precisam se encontrar o que evita o contágio. Sem contar na diversão que os apps podem trazer para quem, por alguma razão, tem que ficar de quarentena, dentro de casa. 


Muita calma nessa hora


O negócio é que: muita gente tem comparado o andamento do Coronavírus com o de doenças como o SARS, cuja explosão ocorreu há 16 anos. A diferença, e talvez isso tenha que ficar na nossa cabeça na próxima vez que um aviso nos deixar em pânico, é que lá em 2004, o celular mais popular usado era o Nokia 3310 e a internet era discada. E podem acreditar, isso faz toda diferença!


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