Disney Ads e o round 2 de Rappi e Ifood

/What's Up? O que agitou os últimos dias em nosso mercado

01.Google comeu todos os cookies Sabe quando alguém te conta uma história que você já sabia mas muda o final? Então, o Google fez isso na semana que passou. Eles anunciaram que deixarão de lado as ferramentas de vendas de ads utilizando cookies de terceiros no Chrome. Mas, o que pegou o mercado de surpresa mesmo foram as entrelinhas: o Google informou que não vai construir um identificador alternativo para trackear os indivíduos no Chrome e não vai usar a ferramenta em seus produtos. No entanto, eles não mencionam nada sobre os seus app trackings no Android, ou no YouTube ou qualquer outro de seus serviços - Search, GMail, Maps, nomeie um. Ou seja, para o mercado ficou a sensação de que a Big Tech passará a oferecer os seus dados proprietários como produto e vai barrar qualquer tentativa de plataformas alternativas de identificadores.

02. Bytedance estuda criar um rival para Clubhouse A dona do TikTok já estaria desenvolvendo o seu próprio aplicativo de áudio streaming ao vivo, mas ainda está em fase bastante inicial nesse processo. Enquanto isso, o Twitter abriu o Spaces para usuários de Android e o Instagram, nessa semana, abriu espaço para até 4 pessoas criarem lives simultaneamente, como numa conversa. O ambiente dos “podcasts online” está ficando com mais concorrência. Ah, e falando em CH, nossa sala é hoje, às 13h aqui!

03. Twitter testa feature de e-commerce A rede está testando um botão para que o usuário consiga realizar compras em um tweet. Essa seria mais uma forma dos criadores de conteúdo monetizarem diretamente as suas ações dentro do site, a ideia é que tweets “orgânicos” ganhem a possibilidade de ter esse botão de e-commerce. Será que vai funcionar?


/Following Up Novidades dos assuntos que já temos acompanhado por aqui

04. Reino Unido abre investigação contra Apple por monopólio na App Store As reclamações do Spotify, da Epic Games e de um grupo de muitos desenvolvedores de aplicativos foram escutadas no Reino Unido. O regulador de concorrência britânico abriu investigação contra a Apple para apurar as condições impostas na App Store e para entender se elas prejudicam as empresas menores. A investigação vai detectar se a Apple tem posição dominante na distribuição de aplicativos em seus dispositivos, disse a Autoridade de Concorrência e Mercados (CMA).

05. Lei "anti-app store" avança no Arizona O Congresso do Estado norte-americano do Arizona aprovou uma lei que força as lojas de aplicativo a permitirem outras plataformas para pagamentos nos apps. De maneira prática, seria o sonho da Epic Games, já que tanto a App Store quanto a Play Store seriam obrigadas a aceitar que a desenvolvedora cobrasse pelas compras in-app sem o pagamento das taxas de 30%. Obviamente, as duas Big Techs já estão fazendo lobby para que o projeto não seja aprovado no Senado do Estado.

06. Rappi x Ifood: um update na batalha Falamos em novembro do ano passado sobre a possibilidade de um processo do Rappi contra o iFood e, de fato, isso ocorreu. O Rappi e a Abrasel (Associação Brasileira de Bares e Restaurantes) entraram contra o iFood no Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) contra o iFood, mais especificamente, contra os contratos de exclusividade que o iFood fechou com alguns restaurantes. O Uber Eats também entrou na briga, entregando uma manifestação de apoio a elas com mais críticas ao aplicativo líder. De acordo com o UOL, a ANR (Associação Nacional de Restaurantes) e SindRio (Sindicato de Bares e Restaurantes do Rio de Janeiro) também pretendem ingressar com ações, pelos mesmos motivos. Já falamos sobre esse tema aqui no Morse e sobre o que poderia surgir com um sistema aberto e integrado das empresas de entrega, o Open Delivery, seguindo passos de outros negócios como o de adquirência, que no passado tinha uma máquina/sistema para cada empresa (Visanet para Cartões Visa, Redecard para Mastercard etc), e depois mudou para uma interoperabilidade para todos.



/Coming Up Radar do Morse sobre novas tendências, produtos e serviços

07. Todos preparados para a Disney Ads? Porque a Disney está! A Disney vai unificar as vendas da TV linear e do seu serviço de streaming em uma plataforma própria (e programática) chamada Disney Real-Time Ad Exchange (DRAX). O plano da empresa é crescer essa divisão em 80% este ano e chegar a metade da sua receita de ads a partir da plataforma programática até 2024. Tão importante quanto isso foi o anúncio da Disney Select, uma plataforma de target e análise de audiência da Disney (com direito a análise de atributos psicológicos dos consumidores) voltada para o setor de marketing e para marcas - uma boa forma de se usar os seus dados em um momento que as Big Tech estão restringindo cada vez mais a captação de informações.

08. Empresa de jornais vai comercializar ads do Snapchat Do analógico para o digital. A Gannett, dona de vários jornais lá nos EUA, incluindo aí o USA Today, fechou uma parceria para revender a plataforma de Ads do Snapchat para micro e pequenas empresas locais. Com isso, o jornal consegue ter o ganho dos Ads digitais e a Snapchat ganha a capilaridade da plataforma de publicidade local dos jornais. E aqui no Brasil a Hands se uniu a Claro para, através de sua plataforma proprietária (a MDM), levar a oferta de Push Ads da Operadora para o portfólio de Midia do Estadão para PMEs.

09. Microsoft quer levar hologramas para as suas reuniões O Microsoft Mesh - lançado na semana passada - é um serviço para realidade aumentada, ou melhor, “realidade mista”, já que mistura a VR (Virtual Reality) e a AR (Augmented Reality). Basicamente, ele permite que as pessoas consigam criar ambientes de reunião virtual e que participem delas via hologramas. A plataforma funciona nos HoloLens e, para alguns, pode ser o futuro do Microsoft Teams…

10. Kantar começa a medir audiência de serviços de streaming A companhia vai instalar o Focal Meter, um aparelho que vai complementar os dados obtidos dos aparelhos que medem a audiência em tempo real. Com isso, a Kantar projeta analisar qual a audiência dos principais serviços de streaming - um em comparação com os outros. Ainda de acordo com a Kantar, 80% dos brasileiros assistiram a vídeos online gratuitos em 2020 (e 62% assistiram a conteúdos pagos). Vale lembrar também que em Novembro do ano passado a Kantar já havia lançado, em parceria com a Hands, um serviço para medir o impacto das veiculações em TV nos pontos de venda. Se quiser saber mais sobre isso inclusive, basta mandar um oi aqui.



/Cashing Up Deals que movimentam o mercado* *(O Cashing Up é apoiado por Divibank, uma solução inovadora e criativa para empresas em busca de financiamento com foco em growth)

11. Square compra Tidal por US$ 297 milhões Jack Dorsey se juntou à Jay-Z. A plataforma de pagamentos do CEO do Twitter comprou participação majoritária no serviço de música Tidal por US$ 297 milhões. O músico se mostrou um ícone também do investimento em tecnologia (como já falamos sobre aqui, já que o valor é bem mais atrativo do que os US$ 56 milhões que o marido de Beyonce gastou para comprar o Tidal.

12. Magazine Luiza compra VipCommerce, plataforma de e-commerce para supermercados Uma semana depois da notícia de que o GPA está de olho em voltar a participar de marketplaces, Magazine Luiza anunciou a aquisição da ferramenta que cria lojas digitais para supermercados, VipCommerce. A empresa tem mais de 100 redes de mercados como clientes. A Magalu quer trazer os mercados para dentro de seu superapp e também oferecer aplicativos para os supermercados.

13. Digital Colony compra a Boingo por US$ 854 milhões A controladora da Highline Brasil comprou a Boingo Wireless por US$ 854 milhões. A Digital Colony é a controladora da Highline Brasil. No País, a companhia norte-americana chegou a iniciar tratativas para adquirir tanto a Oi Móvel quanto a InfraCo.

14. AppLovin pede abertura de capital nos EUA A empresa de Mobile Ads voltados para jogos entrou com os documentos para o IPO lá nos Estados Unidos, a gente ainda não sabe o valuation que a companhia está mirando, mas, pelos papéis já sabemos que eles tiveram receita de US$ 1,45 bilhão no ano passado! Em fevereiro, a empresa comprou a Adjust por US$ 1 bilhão.

15. Roblox fará IPO nesta semana e chega a US$ 29,5 bilhões A dona do Game Mobile para crianças vai fazer a sua listagem direta (como o Spotify e o Airbnb) e pode chegar a valuation de US$ 29,5 bilhões. Se você ainda não conhecia o Roblox (algo difícil caso você tenha filhos pequenos) ou conhecia mas mesmo assim a noticia te pega de supresa, na semana passada tivemos uma Newsletter, e uma sala no Clubhouse, falando justamente sobre como andas o Mundo dos Games. Caso tenha perdido, vale conferir!

16. Coursera fará IPO - e pode ter valuation de US$ 5 bilhões Fundada em 2012, a plataforma de cursos online pediu a abertura de capital nos EUA no final da sexta-feira. De acordo com a Bloomberg, o movimento pode fazer a Coursera ser avaliada em US$ 5 bilhões!





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