eSIM, sim!



transformação radical da indústria de telefonia vive na parte de dentro dos novos iPhones. Lançados em outubro deste ano e recém-chegados no mercado brasileiro, os mais recentes aparelhos da Apple contam com o eSIM, um pequeno chip que guarda uma revolução para as operadoras. Está perdido no assunto? Então segue esse MORSE.

But first…


Comecemos do princípio: o “embedded SIM Card”, ou eSIM, é um chip que já vem embarcado no seu celular, soldado na placa mãe do dispositivo, ou seja, não pode trocar o chip. Alguns chamam o eSIM de “eletronic SIM Card”, pois os dados são regraváveis nele, o que significa que o usuário pode trocar de planos e operadoras de maneira mais fácil. A Ericsson estima que, até o final deste ano, 224 milhões de dispositivos móveis terão eSIM embarcados. Até 2025 – ou seja, daqui a sete anos – o número deve pular para 3,5 bilhões, crescimento de quase 16 vezes. Pronto, te convencemos de que é um assunto relevante? OK.

Do relógio para o iPhone


Outra informação que parece pequena (PUN INTENDED!), mas não é: os eSIM têm um terço do tamanho dos nanochips. Isso fez com que eles fossem a principal escolha para a tal “internet das coisas” (IoT, para os íntimos), afinal, aparelhos como o Apple Watch ou óculos inteligentes não podem dar tanto espaço para um slot de troca de chip.


uso dos eSIM para os smartphones é considerado uma evolução natural da própria melhora dos aparelhos de celular, que agora precisam de espaço interno para baterias mais eficientes e processadores rápidos. Tanto que não é só o iPhone que tem a tecnologia, mas o Pixel, e há rumores de que os novos aparelhos da Samsung conterão o chip embarcado.

Ch-ch-changes…


Para as empresas de telefonia, o novo chip significa uma mudança profunda no modelo de vendas e de negócios, isso porque, o eSIM pode ser ativado de maneira remota. Colocando em bom português: você não precisará ir até uma loja da sua operadora, nem para comprar, nem para pôr o chip para funcionar ou trocar de plano.


No caso de uma viagem, por exemplo, o eSIM possibilita que você troque rapidamente para uma operadora local, o que evita as taxas de roaming, já que ele será compatível com todas as operadoras, inclusive as estrangeiras. E, como o chip é embarcado, ele não precisa ser retirado ou trocado. Mobilidade real oficial!


As lojas terão que se reformular e, principalmente, se digitalizar, indicam especialistas. Atualmente, a ativação do chip eletrônico tem sido feita via QR Code, que leva o usuário a uma página de contratação de serviço da operadora. Num futuro próximo, a ativação também poderá ser feita via aplicativo. Especialistas acreditam que além de disponibilizar tais códigos, as empresas de telefonia também terão que se movimentar para aceitar documentos digitalizados – tal como os bancos digitais – se quiserem ganhar e reter novos clientes.

Desafio agora, mercado maior depois


É aquela máxima que serve tanto para a natureza, quanto para o mercado: nada se perde, tudo se transforma. Se, no primeiro momento, as operadoras terão que mudar drasticamente – e os varejistas poderão se beneficiar na venda de aparelhos – no futuro, as empresas de telefonia vão ganhar em troca um grande mercado: o de IoT.


“Ao adotar a tecnologia eSIM, as operadoras podem se beneficiar com a oportunidade de liderar o mercado de IoT. Elas poderão, também, prover serviços convergentes para múltiplos aparelhos (como um plano que contempla smartphone, smart car e smart watch) num mesmo contrato com o usuário”, comentou este estudo da McKinsey.

Conexão para todas as coisas


eSIM pode dar um gás na evolução da IoT pois abre a porta do 4G ou 5G (ou qualquer que seja a tecnologia de internet móvel) para os demais devices. A GSMA já conta com um padrão internacional de uso e de segurança para o chip, o que singifica que as operadoras poderão oferecer rede móvel para qualquer aparelho, seja ele telefônico ou não, que tiver o eSIM.


É um carro utilizando o 4G. O relógio com um plano de dados próprios. A geladeira que entra na internet sem precisar do Wi-Fi. Para empresas que não são do setor de telefonia, a matemática é clara: maior conectividade de aparelhos, maiores os meios de comunicação diretos com o consumidor. E maiores as possibilidades de impactá-los nos momentos e locais mais adequados.

Mobile ID


Do ponto de vista cultural, o eSIM é mais um passo para tornar o seu smartphone, realmente, a sua identidade. Com o chip, os dados estarão, literalmente, embarcados na placa-mãe aparelho – tornando-o cada vez mais o ponto de convergência.

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