Geração Transformação


A Coca-Cola é um sucesso, mas não nasceu pronta. A fabricante de refrigerantes  é igual a todo mundo e está vivendo uma jornada de mudanças para ter certeza de que continuará sendo uma marca que é relevante para a próxima geração, que já nasceu imersa no mundo on-line.


Durante o Adobe Symposium, em Singapura, Mariano Bosaz, vice-presidente de transformação digital da Coca-Cola Company na Ásia, brincou com o slogan da marca (“It’s the real thing”) para explicar como a marca pretende usar os recursos de realidade aumentada para se aproximar dos usuários que nasceram depois da internet.


Vamos por partes


Antes de mostrar exemplos mais práticos, Bosaz aproveitou a palestra para apresentar a estratégia que a marca está usando na Ásia, focada em quatro áreas. A primeira seria desenvolver soluções que aumentem o nível de customer experience que os clientes têm com a marca. A segunda teria como foco utilizar dados e tecnologia para melhorar processos internos e criar campanhas com maior conversão.


Acompanhar e superar a concorrência é o objetivo da terceira área, que sempre está de olho no mercado para dar aquele sacode que às vezes é necessário. Já o último aspecto — que, segundo o próprio VP, é o mais difícil de desenvolver — fala sobre a transformação cultural da própria Coca-Cola, que sempre tem o desafio de ajustar o seu lifestyle de acordo com as referências de cada país.


Pensando fora da latinha


O futuro, ainda de acordo com ele, é ir além do produto e da sua icônica lata. Ou, fazendo referência ao bordão, ir além da “coisa real”. Mas como fazer isso? Bosaz mostrou um ótimo case que nem envolveu traquitanas digitais. No encontro entre o presidente Donald Trump e Kim Jong-un, autoridade da Coréia do Norte, a empresaespalhou latas com mensagens de paz e esperança no local próximo à reunião.


Outro exemplo, esse sim high tech, mostra uma campanha produzida para a China com latas que representam as províncias do país. Quando o usuário olhava para a lata pela câmera do smartphone conectado a um dos principais serviços de internet da região, como Baidu, Alibaba ou Tencent (via WeChat), as histórias dessas áreas apareciam na tela.


Segurando a coroa


Obter dados dos usuários e saber exatamente por onde eles andam, do que gostam, sobre o que falam e como se comunicam abre novos caminhos para a publicidade. E é isso que empresas gigantes vem fazendo ao longo dos últimos meses. Campanhas locais, divertidas e cheias de tecnologia para jovens. Para assim, mesmo com o passar dos anos, continuar sendo essa Cola-Cola toda.

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