GHOST INTERVIEW #22 | Raio X da Amazon Advertising


Meses depois de criar a Amazon Advertising, a empresa de Jeff Bezos indicou que pode comprar a tecnologia de ad server da Sizmek. A notícia virou mais uma pista para uma tendência: a gigante de e-commerce acordou para a publicidade e quer virar mídia. Seis são os executivos responsáveis pela área  na empresa, como o Ghost Interview é sucinto (e os Amazonianos são mais!), entrevistamos três executivos: Seth Dallaire, Colleen Aubrey e Saurabh Sharma.


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Na Amazon, Dallaire é vice-Presidente Global de vendas de Ads; Aubrey é vice-presidente global de performance advertising e Sharma é diretor do prime vídeo e da plataforma de ads. Há 10 anos, Jeff Bezos chegou a dizer que “publicidade é o preço que você precisa pagar quando você oferece um produto banal”. O que aconteceu para ele mudar de ideia? Os executivos explicam:

Let’s talk about ads (and data)



Seth Dallaire: Porque a gente tem controle dos canais de varejo e de mídia, a gente consegue dar para as marcas um entendimento de ponta à ponta da jornada do usuário, desde a exposição à propaganda, passando pela conversão até a lealdade – e fazemos isso cruzando dados first-party com métricas de varejo para cada estágio.

Fonte: Entrevista ao AdExchanger em 11 de abril de 2016

Sharma: A maioria das pessoas conhecem a Amazon como uma provedora de e-commerce ou como participante do varejo, mas, é bom lembrar que, nas nossas raízes, a gente é uma empresa de tecnologia. Então aplicamos o mesmo foco e o mesmo approach para a área de ad tech da empresa.


Fonte: Entrevista ao AdExchanger em 20 de dezembro de 2016

Sharma: A área de Advertising para a gente é uma das grandes, em termos de tecnologia. Exatamente como a Amazon Web Services, que pode prover soluções de tecnologia para outros desenvolvedores, queremos fazer isso com a nossa área de ad tech.


Fonte: Entrevista ao DigiDay UK em 5 de outubro de 2017


Dallaire: Dados e storytelling são os dois temas que devem ressoar pelo mercado. As pessoas [do mercado] querem mais dados, elas querem transparência ao redor destes eventos que acontecem. Esses são sempre os dois tópicos de clientes, agências e marketers que conversamos no nosso dia a dia. Por isso temos feito progresso em termos de tipos de dados que nós compartilhamos com os parceiros e quem investe na gente. O que vemos é que eles querem transparência nesses dados, eles querem entender e estar à frente das tendências.


Eles querem entender o comportamento dos usuários, é uma informação que influencia o investimento em marketing, esteja a marca na nossa plataforma ou não.

Fonte: Entrevista ao MMG em 20 de setembro de 2016


Saurabh Sharma: Descobrimos que pessoas que compravam toalha de papel [na Amazon] tinham mais chances de ser donos de picapes. E, apesar da gente não vender os veículos na Amazon, o fato da gente poder oferecer esses sinais de compra foi poderoso. No ponto de análise e medidas, a gente consegue dizer “esses são os seus compradores, e aqui está o que eles fazem a partir de uma perspectiva de comportamento “. Foi um insight muito valioso e ajudou a companhia [compradora] a fazer melhores campanhas em todos os outros canais.


Fonte: Reportagem da Adweek em 1 de outubro de 2017


Seth: As prateleiras não são mais o principal limitante das marcas que vendem diretamente para os consumidores existe uma outra preocupação rondando essas empresas que é o comportamento do consumidor. Os usuários, hoje em dia, já esperam encontrar informação sobre os produtos em qualquer device que tiver nas mãos, a qualquer momento, instantaneamente. É exatamente essa expectativa que oferece à marca, inclusive as novas, a oportunidade de começar uma conversa mais direta com o usuário. Há mesmo muita oportunidade de negócios aí.


Outro ponto importante para se falar quando a gente pensa em marca é que, hoje em dia, a experiência do usuário é a nova marca, não há limitação apenas ao produto, ou ao marketing ou à publicidade.


Fonte: Palestra na 2019 IAB Annual Leadership Meeting, em março de 2019


Collen Aubrey: O Echo e a Alexa apresentam oportunidades realmente incríveis para o futuro, mas, no momento, o que a gente está focando é em começar a oferecer a experiência de compra para o usuário, para entender maneiras de empresas colocarem seus produtos para os usuários e eles acharem os produtos que amam.


Fonte: Reportagem da Adweek, em 13 de setembro de 2017

Seth: Recebo uma tonelada de perguntas sobre voz, então não se preocupe. Quando terão ads pagos na Alexa? Eu diria que a ênfase agora não é isso, mas em entender qual a utilidade que a Alexa está tendo na vida dos usuários. A gente está trabalhando para entender o espaço que a Alexa está inserida no dia a dia da casa e das pessoas, além disso, estamos lançando as “skills”, que oferecem alguma ação para o usuário.


Para as marcas, eu digo que tem que pensar num jeito de ser útil aos seus usuários no campo da voz. Então é pensar em algo que a pessoa use a voz, responda, e que faça ele voltar.

Num primeiro momento, estamos também aprendendo onde os usuários utilizam a Alexa, por quanto tempo usam, que tipo de conteúdo consomem enquanto estamos usando, para trazer essa informação de volta para as áreas de marketing das empresas interessadas.


Fonte: Apresentação em AdAgeNext em outubro de 2017

“It’s not only about being able to place ads in the right place and right time; it’s also the right relevance”.

Saurabh Sharma



Disclaimer:

A Ghost Interview é um formato de storytelling criado pelo MORSE, aqui reunimos as principais entrevistas, vídeos e conteúdos de ícones que com certeza você gostaria de convidar para um jantar! Tentamos ao máximo manter as palavras e o contexto das entrevistas, mas as traduções ou mesmo adaptações podem gerar interpretações diversas. Por esse motivo compartilhamos sempre o link da íntegra das entrevistas e textos de onde extraímos os conteúdos.

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