GHOST INTERVIEW #3 | Reed Hastings



Netflix and Chill


Ficou até tarde na Netflix? Nós entendemos! Hoje, a ghost interview* da semana é com nada mais, nada menos do que (que rufem os tambores): Reed Hastings – o co-fundador e CEO da Netflix

Engenheiro de formação, Hastings criou um pequeno site de locação e distribuição de DVDs em 1997 que veio a se tornar o maior serviço de streaming de vídeos do mundo (com 137 milhões de usuários). Como ele conseguiu isso? Dá um play na leitura aí.

Who’s watching?



Nós começamos a investir de 1% a 2% de nossa receita todos os anos para fazer download [do conteúdo dos DVDs] e eu acho que isso é muito animador porque vai diminuir os nossos custos de entrega. Nós queremos estar preparados quando o video-on-demand rolar.


(Artigo escrito para a Inc. em 1º de dezembro de 2005, o Netflix lançou o primeiro streaming em 2007)

Não pensamos em atacar a Blockbuster, mas em servir melhor o usuário, com foco na experiência dele. Entendemos que, num primeiro momento, ele queria receber o DVD por correio, mas sabíamos que tudo seria feito via download e na internet em algum momento. Sempre olhávamos para quando pudéssemos ter uma via mais rápida e eficiente de distribuição do nosso conteúdo, que era a internet.  E isso não aconteceu até o ano de 2007, quando fizemos nosso primeiro streaming – que quase não funcionou direito.


(Entrevista dada durante evento do UTC, em 31 de outubro de 2018


O Binge-watching é incrível porque coloca você no controle. Você tem a completa flexibilidade. Se você tem uma série ou um filme que você realmente está doido para assistir, e você, no final, vai ficar até tarde assistindo. Então não estamos competindo com outros canais [de TV], estamos competindo contra o sono. E nós estamos ganhando.


(Matéria da Fast Company de junho de 2017

Os canais de TV à cabo começaram a partir da distribuição de conteúdo de outras produtoras, depois começaram a gerar o seu próprio conteúdo original.  Em 2011, Ted [Sarandos, chefe de conteúdo do Netflix] ficou muito animado com o roteiro de “House of Cards”, custava 100 milhões de dólares e acabou sendo um investimento fantástico.Partimos para esse caminho da produção própria com essa ideia, de ser uma maneira de chamar atenção de novos assinantes. Neste ano, vamos investir US$ 8 bilhões [em produções próprias]. E não é o bastante. Há muitos shows muito bons em outras redes. Então temos um longo caminho ainda para seguir. A Disney está nesse patamar [de investimento], e quando finalizarem a compra da Fox, ficarão ainda maiores.


(Entrevista dada ao curador do TED em julho de 2018)



Todos davam cinco estrelas para “A Lista de Schindler”, e três para “Zerando a vida”, do Adam Sandler, Mas, na verdade, quando a gente percebia o que eles assistiam, era quase sempre Adam Sandler e não “A Lista de Schindler”. Então, quando somo compelidos em relação à qualidade e a dar uma nota, é como se fosse o nosso “eu ideal”.E para atingir as pessoas da melhor maneira, dá mais certo olhar para as reais escolhas que elas fazem, suas preferências reveladas pelo quanto elas apreciam esses pequenos prazeres.

(Entrevista dada ao curador do TED em julho de 2018)


Estamos continuamente melhorando as experiências de áudio e vídeo, e só conseguimos fazer isso porque estamos continuamente aprendendo, entendendo o que o público assiste: sabemos se a pessoa para de assistir em dez minutos, se acaba de assistir depois, se sempre volta, se vê mais de uma vez. Todo ano, fazemos testes A/B para refinar o que apresentamos, testamos desde variações de fontes de título até mudanças na interface de uso.


(Palestra na CES em janeiro de 2016)

Imagina que existem algumas pessoas como você, pegamos o seu histórico, as últimas 30 coisas às quais assistiu, e nós achamos, por exemplo, que há outras seis pessoas com o histórico idêntico. Então observamos o que essas outras pessoas viram, além dos mesmos que você e te indicamos, baseado nisso. 

(Entrevista dada ao programa de TV Strombo, em junho de 2013

Para decidir quais séries vamos investir, começamos com os dados no sentido de categorias e talentos envolvidos então fazemos o julgamento final a partir de uma “intuição informada”. A vantagem da Netflix é que, no estágio em que estamos, nós podemos fazer um grande número de apostas em paralelo e vamos gerenciando como um portfólio. Distribuímos o conhecimento e as informações em várias pessoas que também tem autorização para aprovar e gerenciar produções.


(Entrevista na DLD da Alemanha, em junho de 2016


Agora é mais fácil criar uma rede de TV: ela se chama aplicativo. Todos os aplicativos do seu telefone terão alguma forma de vídeo, ou alguns aplicativos irão. Então vocês verão uma grande variedade de opções de entretenimento, alguns serão filmes e séries de TV, outros mais interativos.


(Matéria Quarz, de abril de 2018)

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