Google leaves the Group



A Alphabet anunciou que irá descontinuar o Hangouts para clientes corporativos  a partir de outubro. Essa poderia ser mais uma daquelas notícias sobre o fim de um produto como conhecemos, como aconteceu com ICQ, MSN, Orkut, Netscape, o Google Reader (saudades, Google Reader)…  Mas, na verdade, é um conto sobre como a experiência e o mobile mudam o jogo, mesmo em cenários estabelecidos… Não acredita? Segue o fio: 



A Slack in the face

Para contar essa história, a gente tem que voltar um pouco no tempo para 2009 (no 10 years challenge intended). Stewart Butterfield, cofundador do Flickr, tinha uma empresa de games com seus amigos, chamada Tiny Speck, dona do jogo Glitch. 

As ideias da Speck fluiam, mas a comunicação não: o processo de compartilhar informações entre o time de desenvolvedores era apenas caótico. Para tornar a troca melhor, eles criaram uma ferramenta de mensagens internas que também era um local de troca de arquivos e ideias em grupo. Assim nasceu o Slack.Em 2012, o Glitch foi descontinuado.

O Slack, no entanto, passou a ser comercializado em 2013 pelo mesmo time da Tiny Speck. Ironicamente, foi nesse mesmo ano que o Google renomeou o G-talk de Hangouts, incluindo no sistema de mensageria as opções de vídeo chat e VoIP.



Business Experience

De 2013 para cá, o Slack continuou com a ideia original: unir todo o tipo de conversa e mensagens e tarefas trocadas numa empresa num único local. Aplicativos de documentos, de produtividade e de programação foram adicionados no sistema, que agora conta até com bots (próprios e de terceiros) para usuários automatizarem pequenas tarefas de gestão.

A experiência mobile foi também colocada na conta dos desenvolvedores da plataforma, que se conecta com uma série de aplicativos.Em cinco anos, o Slack passou de 8 mil usuários diários para 8 milhões de usuários por dia, sendo 3 milhões deles assinantes (quer outro dado? 65 das 100 empresas mais valiosas do mundo usam a plataforma).

Enquanto isso, a dona do Android seguiu o caminho oposto: dividiu a comunicação em vários aplicativos e programas diferentes.

De 2013 até 2018, teve o Google Plus Messenger, o Duo, o Allo e o Google Voice. No começo do ano passado, a empresa uniu as ferramentas em outras duas o Hangout Meet e o Hangout Chat, voltadas apenas para o mundo corporativo. Muitos chamaram esses produtos de “Clones do Slack”, e foram eles os produtos descontinuados na semana passada. A falta de conexão com outras ferramentas foi uma das principais razões.



What’s up?

E não é só o Google que está na fase de repensar em produtos conversacionais, aMicrosoft deixou de apoiar a Cortana como “a” única assistente de voz. Satya Nadella falou, nessa semana, que o sistema de voz da gigante de software foi “passado para trás” pela Alexa, então, a melhor estratégia não será tornar a Cortana a única plataforma de voz, mas uma que converse com as mais populares.

Moral da história: no mundo digital e mobile, ninguém pode achar que está com o burro na sombra, a maré pode mudar num simples trocar de mensagens – de texto ou de voz.

MATERIAIS GRATUITOS

MORSE YEARBOOK

Veja o que o futuro da tecnologia mobile reserva para os próximos anos.

RECEBA NOSSO CONTEÚDO