IPOs mostram a força do setor de adtech

Apenas nas últimas três semanas, a AcuityAds, a Taboola e a Integral Ad Science abriram capital nos Estados Unidos. Não bastassem esses IPOs, a Outbhain e a Innovid também entraram com o pedido para abrir capital. Ok, mas o que essas companhias têm em comum? Todas elas são adtechs e funcionam num segmento que, por muito tempo, se viu dominado pelas Big Techs.


A essa lista se juntam a AppLovin, a DoubleVerify, a Pubmatic, a Viant e a Zeta Global - todas empresas do segmento de adtech, algumas delas inclusive só de mobile tech, que abriram capital ainda neste ano. Um pequeno PS para a DoubleVerify, que foi avaliada em US$ 5 bilhões depois do IPO. De acordo com a AdExchanger, esses números todos também impactam os acordos e negócios do setor, que cresceram 174% no segundo trimestre de 2021 em comparação com 2020.


SPAC pra que te quero!


Muitas dessas operações acabaram destravando com o empurrãozinho de uma ferramenta que já era velha conhecida do mercado financeiro: o SPAC. A sigla que tem eletrizado as companhias aqui dentro e lá fora significa “Special Purpose Acquisition Company”, ou seja, o veículo com propósito específico de aquisição. Uma empresa compra a outra e abre o capital dela, em linhas gerais.


Só neste ano, pelo menos até junho, 330 SPAcs tinham rolado nos Estados Unidos, levantando algo perto de US$ 105 bilhões em funding. O IPO da Taboola, que levantou US$ 526 milhões, aconteceu via SPAC. Mas não é só no mercado de publicidade que o SPAC está tendo algum sucesso, o de mídia também está se valendo desse negócio. O Buzzfeed, por exemplo, anunciou que fará IPO via SPAC; assim como a Vice e o BDG, todas empresas de mídia. Para o pessoal do Techcrunch, a alta no mercado de ads, bem como a crença de que haverá um boom nas assinaturas - e, consequentemente, na receita das empresas de mídia - atraem esses tipos de acordos.


But, why?


Algumas mudanças de cenário podem explicar o apetite dos investidores para o setor. Muitas delas a gente já comenta por aqui no Morse semanalmente. Mas, a saber: a entrada de players do varejo no segmento de mídia e ads; o aumento do consumo de streamings e via canais digitais; a expansão dos aplicativos como canais de conteúdo e a mudança da forma de consumo dos usuários, migrando cada vez mais para o digital, o que acaba atraindo as marcas para investir nesse bolo. Até mesmo as mudanças anunciadas pela Apple e pelo Google, de certa forma, animam o mercado, já que indicam que as marcas e empresas vão procurar por uma alternativa.


“A indústria de ads digitais está próxima de se tornar um mercado de US$ 1 trilhão. Ela já é o norte de 50% de cada dólar gasto em publicidade hoje em dia, e vai continuar a crescer, enquanto as pessoas gastam mais e mais tempo envoltas de tela e speakers”, afirmou o CEO da MediaMath, Joe Zawadzki ao AdExchanger. E ele continua: “Ao mesmo tempo, a maneira que o ad digital acontece está passando por uma profunda transformação, com os cookies, as regulações, as TVs mais digitais e os debates sobre o papel da mídia digital na sociedade. As regras estão sendo reescritas”.


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