O tradicional pode ser moderno

Sistemas baseados na maneira como as pessoas se relacionam precisam ser customizados de acordo com o grupo ao qual estão sendo direcionados. Foi assim que nasceu o Muzmatch, a “versão islâmica do Tinder”. A principal diferença é que, nos encontros marcados pelo aplicativo, as mulheres podem levar um wali (um guardião), que acompanha a jovem que está buscando um casamento ou um relacionamento.


Tell me more, tell me more

Normalmente, o guardião é um irmão ou parente próximo, que faz as vezes também de segurança durante os encontros. Mas seu papel não se resume apenas aos dates: mesmo antes, eles stalkeiam os pretendentes para descobrir fatores como: 1) se são boas pessoas; 2) têm hábitos religiosos; ou 3) representam algum tipo de perigo.


Em geral, os rapazes islâmicos já estão acostumados à presença de um wali na mesa ao lado de uma sorveteria mesmo em um encontro casual.


O bacana da ideia do aplicativo foi ter inserido algo tão tradicional em seu funcionamento.A conclusão que fica é sobre como é possível ser mobile e disruptivo em espaços e religiões com regras mais rígidas, reinventando — mas também respeitando — os costumes tradicionais.

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