Pavimentando a estrada


A venda de carros elétricos atingiu um novo recorde no ano passado, colocando nas ruas mais de 1 milhão de e-carangos. E a tendência é que esse número só aumente, já que as montadoras estão investindo pesado na produção de veículos verdes. Mas há uma cancela que pode barrar esse progresso: quantidade reduzida de opções de carregamento de energia.

Mão na massa


Em setembro, havia cerca de 22 mil estações de carga pública espalhadas pelos EUA e Canadá. O número até parece grande, mas fica minúsculo quando comparado com a quantidade de postos de gás: 168 mil. Sem falar que, atualmente, o uso desse tipo de serviço é bem mais burocrático do que abastecer um carro com gasolina:  os postos fazem parte de diferentes marcas e, para usar cada uma delas, é necessário fazer um cadastro e baixar um aplicativo específico. Dentro desse contexto, as montadoras têm uma escolha: construir suas próprias redes de carregamento ou confiar em redes de terceiros. E algumas estão apostando na primeira opção.

Construindo fibra (mercadológica)


A Tesla é a atual ocupante do pole desta corrida: a Supercharger, sua estação de carga rápida, já existe em 1,344 locais do mundo, bem mais à frente do que qualquer outra marca. Já a Volkswagen planeja instalar 2,800 estações até junho de 2019,  investimento estimado em USD 2 bilhões.


De acordo com Michael Ramsey, analista da consultoria Gartner, a tendência é que as marcas invistam nesse mercado para conseguir dar vazão aos veículos que produz.“As montadoras reconhecem que têm um grande papel a desempenhar na construção inicial dessa infraestrutura. Elas podem não possuir ou controlá-lo para sempre, mas se houver alguma esperança de uso generalizado de veículos elétricos, o carregamento em alta velocidade – e carregadores regulares de Nível 1 ou 2 – devem se tornar mais comuns”.

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