QR Codes are back!


Hecho en Mexico


Do dia para noite, os QR Codes tomaram conta das lojas. E dos ads. Se você já usou um patinete elétrico, uma bicicleta elétrica ou, até mesmo, interagiu com uma embalagem de rum, sabe do que a gente está falando. O sucesso dessa tecnologia, que começou a ser usada por fábricas (japonesas, inclusive) em 1994, tem absolutamente tudo a ver com a evolução do Mobile – e, lógico, do Big Data. 


Agradeça à China. E ao iPhone.


Até 2022, o número de cupons em QR Codes lidos apenas em smartphones chegarão a 5,3 bilhões – para vocês terem uma ideia, em 2017 o número estava próximo de 1,3 bilhão. A popularidade da plataforma é uma história clássica do mundo Mobile, porque se estamos usando muito os “Quick Response Codes” devemos agradecer a duas “entidades”: ao iPhone e às startups chinesas. O smartphone da Apple acrescentou leitor do código à sua câmera em 2017, a ação foi acompanhada por versões mais atualizadas do Android bem pouco tempo depois. O que isso significa? Que os usuários deixaram de depender de aplicativos de terceiro para ler os codes. Do outro lado do mundo, no entanto, a tecnologia já era tão popular quanto o macarrão. Lá na China,  a Alibaba lançou o Alipay, sistema de pagamentos digitais via QR Code em 2004 (!!!). Não demorou muito para o WeChat seguir esse caminho. “Hoje as pessoas não aceitam o dinheiro, elas aceitam o QR Code“, disse um especialista em fintechs sobre a China. 

QR and Pay


Do outro lado do Atlântico, a tecnologia chegou com um estrondo. De acordo com a Sociedade Brasileira de Varejo e Comércio, 82% dos varejistas pretendem absorver pagamentos via aplicativo e QR Code em 2019. Desde o ano passado,MercadoPago, iFood e Rappi abriram a opção de pagamento via QR Code – não só pelos usuários, mas para ampliar as suas parcerias com as redes de restaurantes e lojas. O mesmo serve para as empresas de micromobilidade, que permitem o pagamento via QR Code. Os grandes bancos brasileiros começaram a ir atrás dessa opção também. Na outra ponta, a adoção está sendo massiva. A Adyen indicou que, apenas no final do ano passado, houve alta de 51% nesse meio de pagamento em suas plataformas. O que leva ao movimento recente do Banco Central para padronizar esse modelo – exatamente como aconteceu com os cartões de crédito. 


Vai um picnic?!


Tudo isso nos leva ao…McDonald’s. Mais especificamente ao McDonald’s da Suécia. A rede de fast food está distribuindo toalhas de picnic com QR Codes neste mês e no próximo. Assim, os usuários podem pedir delivery do fast food enquanto estiverem aproveitando o sol do verão sueco (saudades, verão) nos parques. Quando lido, o código mostra a geolocalização exata das pessoas – o que ajuda demais quando a entrega é dentro de um espaço como um gramadão de um parque. Já a Fandango, empresa norte-americana de venda de ingressos, está testando permitir a compra de ingressos por QR Code. Com o detalhe que o code é divulgado na televisão! O que a gente quer dizer com esses exemplos é: o QR Code chegou no mundo dos ads como meio de criar um caminho do online para o offline mediado pelo smartphone

QR-Data


“O uso de aplicativos e QR Codes abre para o varejo possibilidades inéditas de interação e conhecimento dos clientes. Em uma economia cada vez mais movida a dados, isso é fundamental”, não foi a gente quem falou isso, mas o presidente da Sociedade Brasileira de Varejo e Comércio, Eduardo Terra. A lógica serve para o setor de ads também, uma vez que os QR Codes são rastreáveis e permitem a retenção de informações importantes sobre o usuário – bem como sobre a campanha. Não é novidade para a gente que dados são a chave para o Mobile.

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