Quanto vale a home do seu celular?


Tem uma batalha silenciosa acontecendo do seu lado, na verdade, por causa de você. O ringue dessa luta é a tela inicial do seu smartphone!  Aplicativos (e, obviamente, as empresas que os criaram) já não se contentam em estar instalados no seu celular, mas querem ser a sua primeira opção – em alguns casos, querem ser a única! E, como toda boa briga no mundo Mobile, ganha quem oferecer experiências inteligentes e serviços com conveniência para o usuário.

All in One



Num mundo onde o smartphone é a principal – senão a única – tela, a ideia de concentrar todos os serviços possíveis em um único aplicativo faz todo sentido porque evita que a atenção fique dispersa entre diversas aplicações abertas. Ou seja, em um único espaço, o usuário pode pagar contas, pedir comida, agendar médicos e  mandar memes para os amigos (o problema é você se confundir e mandar memes para o restaurante e tentar pagar as contas com comida, mas divagamos). É o que há por trás dos chamados “super-apps”, conceito criado lá na China, lar do WeChat, aplicativo que, só no ano passado, teve, em média, 1,1 bilhão de usuários ativos mensais.

Delivery de tudo?


Por aqui, aqueles que estão mais próximos de se tornar um “super-app” são os aplicativos de delivery. O que começou como um negócio de entrega de comida virou espaço para pedir pequenas tarefas de logística diárias e, no Brasil, está migrando também para os serviços “offline”. O iFood, por exemplo, já abre espaço para o pagamento via QRCode em restaurantes físicos. 


O Rappi, que também oferece a plataforma de pagamento dentro do próprio app, o RappiPay, fechou, nesta semana, dois acordos importantes. Um com a INTI, empresa que vende ingressos de teatro e shows. E outra com a gigante farmacêutica francesa Sanofi, num movimento em favor do mercado de healthcare. Nas palavras do diretor comercial do Rappi, Juan Sebastian Ruales: “Nós oferecemos hambúrgueres, nós oferecemos guarda-chuvas, agora a gente pode oferecer médicos”. A empresa, diz Ruales, pretende chegar no segmento de interação com médicos eventualmente.

Battle Royale


A unificação de serviços, dizem especialistas, foi uma das cartas na manga de um dos games mais famosos do ano passado, o Fortnite. O jogo, que atingiu a marca dos 250 milhões de usuários em janeiro, começou a fazer sucesso de verdade quando deixou de ser apenas um jogo para se tornar uma plataforma de mensagens e de chat de voz.


Mas não foram as mensagens internas que fizeram o game atingir lucro de US$ 3 bilhões no ano passado, foi o fato de ele ter um serviço único de compras já imbutido no jogo. Basicamente, se o jogador quer adquirir um novo uniforme para seu personagem, ele não sai do Fortnite para fazer essa transação. Pode parecer um detalhe, mas, só de ter esse espaço próprio para compras, a Epic Games melhorou a jogabilidade E deixou de ter que pagar comissões para outras empresas que faziam essa transação. Quem é que vai fazer a dancinha agora?

Fica, vai ter café!

Até mesmo a hora do café entrou na rota dos aplicativos. A gente já falou um tanto aqui o quanto o app do Starbucks migrou do espaço para conseguir cupons de desconto para o local principal de pagamento digital das bebidas retiradas nas lojas. Nos últimos dias, o aplicativo da rede está testando uma feature de leitura de pacotes de café para o usuário entender qual foi a jornada dos grãos até chegar na loja.


Mas não é só a rede que está preocupada com isso. Na semana passada, o Burger King norte-americano passou a oferecer um serviço de “assinatura de café, o que foi considerado uma “ousadia” da rede de sanduíches, uma vez que eles não são muito reconhecidos por suas bebidas quentes, não é mesmo?

Mão dupla de dados


A questão é que, por fazer parte do dia a dia do usuário o Mobile traz duas possibilidades que faltam aos serviços de maneira geral: a de entender quais são as dificuldades do usuário e a de agir para atender essa necessidade. É o caso dos apps de mobilidade e micromobilidade, que passaram a desenvolver sistemas de pagamento ao perceber que contar apenas com o cartão de crédito está deixando de fora de seus serviços dezenas de milhares de pessoas que, apesar de não bancarizados, podem sim ser clientes.


A Uber, por exemplo, lançou um sistema de pagamentos próprio a partir de créditos dentro do próprio app. Outro caso é o da Grow, empresa resultante da união entre a Yellow e a Grin, que tem o Yellow Pay sistema que permite que usuários coloquem créditos no app sem necessidade de conta no banco ou cartão de crédito. Os usuários, por sua vez, podem encontrar nesses aplicativos uma porta de entrada para usar uma carteira virtual, o que é um gateway para diversos outros negócios.


Do outro lado, e essa é a cereja do bolo dos super-apps: quanto mais serviços para facilitar a vida do usuário o app oferecer, mais informações ele consegue levantar sobre o hábito dessas pessoas – o que aumenta a sua capacidade de, exatamente, captar os problemas do dia a dia do usuário e resolvê-los de maneira eficiente. Não é à toa que um pessoal de setores nem tanto a ver com tecnologia está de olho nesse segmento.  

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