Tem streaming


A Amazon está preparando uma baita mudança para seu aplicativo de streaming, o Prime Video. O anúncio foi feito durante o tour da Television Critics Association e, apesar de não vir recheado de detalhes sobre quais alterações estão por vir, não faltam palpites (ou sugestões) sobre o que a gigante do e-commerce poderia melhorar em seu serviço.

Especulo, logo existo


Para começar, vamos falar sobre recomendações personalizadas. Essa é uma das maneiras que concorrentes do Prime, como Hulu e Netflix, usam para deixar os assinantes vidradões em suas plataformas.


Vamos supor que você termine de assistir “Comedians in Cars Getting Coffee”, o show da Netflix com o comediante Jerry Seinfeld. Amante do humor, como você é (e como, possivelmente, o algoritmo da empresa identifica você), o que deve pipocar na sua tela é um especial de comédia, quem sabe do próprio Seinfeld, ou as entrevistas do apresentador David Letterman, como indicações de “what to watch next”. Dificilmente, você receberá a indicação para assistir “Um Príncipe em Minha Vida” (aliás, não assista “Um Príncipe em Minha Vida”).


O que é curioso nisso tudo é que a Amazon, rainha do big data e das recomendações em seu e-commerce, ainda não use um sistema parecido no Prime Video. A empresa sequer oferece perfis para seus usuários, com lista do conteúdo que já foi assistido e uma leva de indicações conforme o seu gosto.

Who’s watching?


Outro ponto que pode ajudar a gigante de Jeff Bezos a correr atrás do prejuízo: ir além da análise do que o assinante assistiu. Saca só: saber o que cai no gosto dos espectadores é a fórmula da Netflix para conseguir lançar hits do naipe de “Stranger Things” e “House of Cards”. Mas dá para fazer melhor.


Imagine o tesouro que seria para qualquer produtora de conteúdo ter nas mãos não somente o gosto das pessoas, mas também infos como GeoBehavior, AppBehavior, os esportes que praticam, se são da cidade ou do campo, se têm filhos ou não, se viajam muito ou não. Tudo isso ajudaria a traçar um perfil de usuário muito mais rico, o que não só melhoraria as recomendações, como criaria uma fonte inesgotável de inspiração para futuras produções. Tudo isso já é viável nos dias de hoje.


E esse ponto é bastante importante, já que os serviços de streaming desembolsam bilhões por ano com conteúdo original – que, num bocado de vezes, não atingem o alvo e têm de ser cancelados (“Sense8” feelings). Fica aqui a provocação, seguida por um GIF engraçado para mostrar que somos legais e amantes do humor, além de provocadores: (GIF engraçado).

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