What the health?



One apple a day keeps the doctor away


Apple contratou mais de 50 médicos no último ano. A informação poderia ser mais uma daquelas esquisitices sobre empresas de tecnologia, isso se o IDC não tivesse projetado que o volume de dados ligados à saúde gerados ao redor do mundo irá subir de menos de 2 zetabytes (veja assim: se GB fossem tijolos, um ZB equivaleria a 258 muralhas da China) atuais a um pouco mais de 10 zetabytes até 2025.


Essa explosão não é um choque: a gente já falou bastante aqui no MORSE sobre como os smartwatches são usados para monitorar a saúde das pessoas. Mas como as empresas estão se preparando para lidar com essas informações e, principalmente, como isso pode mudar a maneira como a gente encara o tema de uma vez por todas?

Na dose certa


Amazon, por exemplo, lançou há pouco tempo um serviço chamado Comprehend Medical, que não, não é um aplicativo que entende a letra de médico em receitas de remédio (inclusive, seria uma boa ideia), mas um sistema que utiliza análise de texto e machine learning para ler e organizar os históricos médicos dos usuários. E se vocês acham que essa é a única empreitada da empresa de Bezos no segmento, a gente muda a sua ideia: em 2018, a empresa pagou quase US$ 1 bilhão para comprar aPillPack, farmácia online que usa inteligência artificial para vender a dose correta de remédios para os usuários a partir de seus históricos.

Tempo de despertar


A dupla mobile e big data também traz um grande valor para a indústria farmacêutica. A IBM, por exemplo, anunciou na semana passada, um sensor que fica na unha da pessoa e monitora a eficiência de remédios para doenças crônicas como Parkinson. Para os laboratórios, esse dado vale ouro na evolução das suas fórmulas.


Outra empresa que tem recebido atenção é a RDMD – que recentemente recebeu investimento de US$ 3 milhões – que une dados de histórico de pacientes com doenças raras a pesquisadores. Numa ponta, a indústria tem informações para criar novos medicamentos para distúrbios difíceis de se pesquisar; na outra, o usuário tem acesso a seus históricos organizados, que podem usar para facilitar a busca por tratamento especializado.

Papo-saúde


Se a inteligência artificial pode reunir dados da melhor forma, ela também pode falar com as pessoas de maneira clara. A Your.MD, por exemplo, dá possíveis diagnósticos a partir da troca de mensagens com um usuário. Mas, calma, todos são aprovados por profissionais e vem de fontes confiáveis. Já o Safedrugbot explica detalhes de remédios para médicos via chat-bot. O sistema único de saúde do Reino Unido utiliza chat-bots para dar melhores informações ao público, bem como para dar indicações se o caso é urgente ou não.

Health Track


Além do setor farmacêutico e do comércio de remédios (afinal, nada melhor para saber qual estoque é necessário, do que entender o comportamento de quem vai à loja), os dados de saúde podem ser utilizados por seguradoras, operadoras de planos de saúde e gestores de hospitais. Nos Estados Unidos, a seguradora John Hancock Financial dá desconto para usuários a partir de certos comportamentos trackeados em aplicativos – como, por exemplo, se a pessoa se exercita regularmente.


A combinação de dados de saúde com demais de outras fontes, como geolocalização e temperatura, está no radar de nada mais, nada menos, do que a ONU. A Organização fez uma parceria com a GSMA para estudar uma forma de usar dados mobile não só para atuar no momento, mas para prevenir epidemias de doenças como dengue e Ebola.

So what…


É difícil não citar a indústria farmacêutica quando se fala desses tipos de dados, afinal, em um segmento que costuma crescer – em 2017, no meio da crise brasileira, o setor cresceu quase 13% -, com mais dados para trabalhar, há uma possibilidade exponencial de expansão. Para as demais áreas, como varejo e setor de seguros as informações de comportamento ligadas à saúde trazem uma camada a mais de entendimento sobre os usuários. 

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